25 agosto 2009

E de repente...

... Tu existes. E nunca por nunca te senti tão vivo, tão real, tão vibrante como agora. Nunca foste tão concreto. Estás longe, mas por breves instantes ficaste tão próximo! Próximo ao ponto de me deixares de barriga totalmente embrulhada, a verdade é essa.

Isto pode ser tudo um devaneio. Pode não passar de uma tolice, de um regresso a uma idade que já devia ter ficado para trás, de ideias que não lembram a ninguém, pode ser uma daquelas coisas absolutamente sem lógica - como se costuma dizer, sem pés nem cabeça. Mas a certeza cá dentro é inexplicável... Mexe com tudo o que sou e isso só pode querer dizer alguma coisa! Até pode ser tudo um disparate, mas...

E se não for? Porque eu acho que não é...

24 agosto 2009

Nem que só eu compreenda.

É uma sensação estranha... Não te conheço.

Mas sinto-te aqui.

17 agosto 2009

"This is the point of no return", ou a força de um desejo.

Não sei o que é que leva alguém recatado, conformado, nada dado a arriscar, a passar a achar, de um dia para o outro, que a vida triste e óbvia que tem não lhe chega. Sempre se sonhou, mas os sonhos nunca chegaram tão alto, nunca foram tão fortes, tão definitivos, tão nítidos, tão concretos, nem nunca se lutou tanto para os alcançar. Há uma força qualquer que surge vinda não se sabe bem de onde e que abalroa todas as dúvidas e hesitações. De repente, fica claro como água que a vontade chegou a um ponto sem retorno, e que nada, nada dentro de nós tem tanta força como o desejo de mudança. Deixar tudo e correr atrás do sonho... Esquecer tudo e pensar apenas em seguir o coração. Porquê?... Porque se sente, se sabe que aquele é o caminho... E que o destino, no final desse caminho, é o maior dos consolos, porque com ele vem tudo o que se desejou durante tanto, tanto tempo.
Para quem achou sempre que nunca teria coragem para tal, para alguém que nunca acreditou ser capaz de levar algo assim avante, a sensação de mudança já é palpável, e tem tanto de inesperada, como de assustadora... Como de deliciosa!

(E aos poucos tudo se conjuga... Aos poucos, tudo vai batendo certo... Peça a peça, o desenho encaixa e a barriga aperta-se cada vez mais de expectativa!)

10 agosto 2009

Só vos digo isto:

Um dia destes passa-me uma coisa pela cabeça, faço as malas, deixo esta vidinha para trás e aqui, neste espaço, ficará o recado que vos pertence:

... (as reticências preenchem-se na ocasião), here I go!

07 agosto 2009

Esta noite

tive um sonho tão bom. Daqueles mesmo bonitos e que nos fazem acordar e sentir que ainda estamos "por lá". Daqueles em que tudo tem lógica - menos as conversas. Daqueles em que tudo podia mesmo tornar-se realidade.

Menos as conversas, claro!

(Haja como torná-los reais...)

02 agosto 2009

Always in my heart, Mr. Morrison! Always in my heart!

Conclusões da noite:
* Conclusão física 1: estou a um passo de ficar afónica
* Conclusão física 2: Os meus ouvidos têm um ruído esquisito
* Conclusão emocional: não caibo em mim de eufórica e feliz
* Conclusão que não é bem uma conclusão: o amor TEM de existir. Se não existisse, não era cantado assim. (Não é?...)

Dizer o quê, sobre a noite de ontem?
Foi LINDO. Foi enérgico, emocionante, inesquecível, irrepetível, formidável. Nunca, NUNCA, até hoje, alguém me viu tão vibrante, tão alterada, tão DOIDA como ontem. Nunca ninguém me viu a cantar tão alto (daí a minha afonia iminente). Fui aos chamados píncaros-do-entusiasmo-humanamente-possível. Ele estava doido e eu fui pelo mesmo caminho. No final estava... de todo! Vibrei como nunca na vida! Cantei, dancei, pulei, bati palmas, gritei. Foi a loucura - da boa, claro! No fim da noite estava capaz de tudo, a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e sem filtro. Foi ... fenomenal. Quem me viu e ouviu (quer durante, quer depois) sabe que eu estava profundamente e irremediavelmente eufórica, em todos os sentidos! Ri, disse todo o tipo de disparates e fui muito, muito feliz.


Que noite. GRANDE concerto. GRANDE James Morrison. Inesquecível! Obrigada! Aparece sempre :)

29 julho 2009

Não querendo ser repetitiva...

... mas hoje o James Morrison assenta-me mesmo bem:

Sometimes I feel so full of love
It just comes spilling out
It's uncomfortable to see
I give it away so easily
But if I had someone, I would do anything
I'd never, never, ever let you feel alone
I won't, I won't leave you on your own...

É que é precisamente... Isto!

28 julho 2009

Irmão.

É uma espécie de fio condutor. Invisível, mas inquebrável. Eu sinto o fio entrelaçado a mim... Enrola-se e desenrola-se, estica e encolhe, enlaça-se a mim e a ti, dança por entre nós e é assim que estamos sempre unidos, juntos, por maior que seja a distância. É com este fio que vivemos amarrados. Nunca te perguntei se também o sentes - talvez, quando perguntar, isto soe estranho. Pode parecer um delírio, mas não é. Só acho que vai ser estranho porque não me parece que sejas sensível a estas coisas do modo que eu sou. Eu sinto o fio, a linha, a amarrar-nos para não nos perdermos de vista nem de sensação. E é esta linha que me faz perceber onde estás e como estás. Que me faz saber mais de ti do que o que as palavras alguma vez disseram... Saber-te e sentir-te, mais ainda do que conhecer-te. Como se houvesse uma bússola... Como se fosses um íman que eu sinto à medida que se aproxima. Porque a verdade mais pura é essa mesma; sinto-te próximo, sei quando estás por perto, oiço-te e distingo-te entre tudo e entre todos. O fio que me envolve - que nos envolve - reage, mexe. É quase telepático, tudo isto. Pergunto-me, enfim, se alguma vez te apercebeste. Se também te enredas na linha ou se só eu a vejo. Será que não a sentes? Ou serei eu a dar-lhe valor a mais?

Será que é assim com todos? Será que a sensação é sempre esta? Será que a linha que une quem é do mesmo sangue se dá sempre a sentir desta forma?

27 julho 2009

JM.

Ora bom: entre

If it's gonna be a rainy day
There's nothing we can do to make it change
We can pray for sunny weather
But that won't stop the rain
Feeling like you got no place to run
I can be your shelter 'til it's done
We can make this last forever
So please don't stop the rain


e

Yeah you played me good,
But I want you, I want you, I want you,
So much more than I should,
Yes I do.

ou

We could build a rocket,
Fly to the moon
Leave Tuesday morning,
And be back for noon

e quem sabe

'Cause you give me something
That makes me scared, alright
This could be nothing
But I'm willing to give it a try
Please give me something
'Cause someday I might know my heart

ou talvez ainda

But who am I to dream?
Dreams are for fools, they let you down...

And I know that it's a wonderful world
But I can't feel it right now
Well I thought that I was doing well
But I just wanna cry now
Well I know that it's a wonderful world
From the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

e também

So won't you save,
Save yourself,
By leaving me now,
For someone else?
If I'm crying now,
Don't listen to it,
It's only my heart,
It's only my heart.


... o certo é que eu lá vou estar. Ai vou, vou. Ninguém pára Mr. Morrison, e ninguém me pára a mim.

26 julho 2009

E a frase do dia foi:

"As coisas que tu fazes para me obrigares a correr atrás de ti."